
Nem Station Wagon nem Caravan. A Opel efectuou uma nova abordagem na concepção da melhor carrinha por si produzida e chamou-lhe Sports Tourer. É a carroçaria mais apelativa da gama e a que maior adesão registará: cerca de 60% das vendas do Insignia no nosso país. Tal como a berlina, a Sports Tourer dá particular ênfase à tecnologia e à dinâmica, mas acrescenta-lhe mais estilo e maior funcionalidade. A íntima ligação da Opel às carrinhas teve início em 1953, com a Olympia Rekord Caravan, tendo-se seguido Kadett Caravan (1963), Ascona Voyage (1970), Omega Caravan (1989) e, mais recentemente, Astra Caravan (1993 a da primeira geração; 1998 a da segunda; 2004 a da terceira). Mas as atenções centram-se, agora, na imponente e evoluída Insignia Sports Tourer.
A eficácia e as performances transitam da berlina, mas o estilo e a funcionalidade subiram de tom. A Insignia Sports Tourer é a melhor carrinha de sempre da Opel.
Igual ao sedan até às portas traseiras, a Sports Tourer é apenas 78 mm mais comprida e 22 mm mais alta – largura e distância entre eixos mantiveram--se. Mais elegante e musculada, esta carrinha exibe, também, maior consensualidade. Até porque as opiniões são unânimes: a Sports Tourer é a carroçaria melhor conseguida da gama Insignia, graças ao perfil mais equilibrado e, sobretudo, aos grupos ópticos traseiros mais apelativos. Tal como a berlina, a Sports Tourer foi desenvolvida no Centro de Design e Engenharia da GM, em Rüsselsheim, Alemanha, onde é, também, produzida. O coeficiente de penetração aerodinâmica (Cx) situa-se nos 0,28 – valor excelente para uma carrinha. O habitáculo agrada pela qualidade elevada, pelo design hi-tech, pelo posto de condução correcto e pela forte aposta na segurança – tal como acontece com a berlina. Mas acrescenta uma mala maior (o volume oscila entre 540 e 1530 litros) e, sobretudo, uma funcionalidade superior (mais locais de arrumação). Curiosa, a colocação das luzes de presença traseiras: no interior da mala, em vez de na base do portão traseiro. A chapeleira, além de ser prática, está bem concebida. Segundo a Opel, a abertura da mala foi inspirada, imagine-se, nos aviões de carga ucranianos Antonov! Muito útil é o mínimo que se pode dizer da operação eléctrica de abertura/fecho da mala (disponibiliza dois níveis de abertura em função da altura da garagem), que dispõe, ainda, de memória de posição, devendo tal ser efectuado através do comando do fecho central. Quem quiser mais, tem à sua disposição várias opções. Eis algumas: sistema FlexOrganizer (conjunto completo de redes e divisórias amovíveis para o transporte de bagagem); tejadilho panorâmico com abertura eléctrica; bancos dianteiros ergonómicos; bancos revestidos por TopTec (impede, graças à nanotecnologia, a penetração de líquidos, oferecendo, ainda, maior resistência às manchas); châssis FlexRide com três níveis de ajuste (Standard, Tour e Sport); Opel Eye (sistema de câmara integrada com capacidade para interpretar sinais de trânsito, incluindo, também, alerta de transposição de faixa). A iluminação dianteira adaptativa, com nove funções (AFL+), tal com a tomada de corrente na mala, fazem parte do equipamento de série presente na versão Cosmo.
Um dos ex-libris técnicos da Insignia Sports Tourer é o opcional châssis FlexRide montado na unidade avaliada. Trata-se de um sistema totalmente integrado de controlo adaptativo, com três modos distintos, todos seleccionáveis mediante um toque num botão específico. Sempre que se liga o motor, o modo pré-definido é o Standard. Premindo o botão Tour, o condutor passa a usufruir de um amortecimento mais suave da suspensão. Se, ao invés, a intenção for adoptar um ritmo de condução mais empenhado, o botão Sport dá resposta a esse desejo, pois, além de garantir um amortecimento mais firme da suspensão, altera o curso do pedal do acelerador, modifica a assistência da direcção e confere uma iluminação diferente ao painel de instrumentos. É certo que se notam as diferenças entre os modos Tour e Sport, mas não são muito significativas, pelo que é perfeitamente possível usufruir de um desempenho dinâmico eficaz, previsível e fácil de controlar mesmo nos modos Standard ou Tour. Os pneus Bridgestone Potenza RE 050A, de medida 245/45R18, a direcção precisa, a elevada estabilidade e os travões eficazes contribuem, também, para o elevado agrado que esta carrinha oferece. Só não gostámos muito do comando da caixa, não por ser ruidoso ou impreciso, mas por ser pouco rápido nas situações mais exigentes. O controlo de estabilidade é desligável em duas fases: primeiro tracção, depois estabilidade. O motor Diesel que faz mover os 1610 kg de peso desta carrinha é o 2.0 CDTI de 160 cv. É bem mais agradável do que o 2.0 CDTI de 130 cv, mas não consegue ser, por razões óbvias, tão apelativo quanto o novo 2.0 BiTurbo CDTI de 190 cv, que inicialmente será proposto apenas com tracção integral (Adaptative 4x4). Contudo, é bem explorado por uma caixa manual de seis velocidades, oferecendo performances de bom nível. Aliás, face às por nós registadas na berlina equipada com o mesmo motor, as diferenças são muito pequenas. Quer nas acelerações, quer nas recuperações, quer ainda na travagem ou mesmo nos consumos.
Das nove versões que compõem, numa primeira fase, a gama da Insignia Sports Tourer no nosso país, a comercialmente mais expressiva é a 2.0 CDTI Cosmo de 160 cv, que custa 38 450 euros. A terminar, refira-se que a gama se inicia nos 31 450 euros da versão 1.6 Turbo Edition e termina nos 53 200 euros da versão 2.8 V6 Turbo Cosmo AWD.